Até padres se preocupam com a tolerância zero
CNBB pede moderação a sacerdotes no ritual eucarístico da missa, já que muitos se deslocam de carro
Padres gaúchos temem que a nova lei brasileira de trânsito transforme em pecado jurídico um sacramento católico. Sacerdotes demonstram preocupação com a possibilidade de serem flagrados pelo bafômetro por beberem alguns goles de vinho no ritual eucarístico da missa. A seccional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Estado está recomendando aos religiosos que moderem a dose, principalmente no caso de quem reza mais de uma celebração por dia e dirige entre uma igreja e outra.
O consumo de vinho, que segundo a fé católica se transforma no sangue de Jesus Cristo durante a celebração da eucaristia, é uma das tradições mais caras à Igreja. Desde o dia 20 de junho, quando a lei de tolerância zero ao álcool no trânsito entrou em vigor, o sacramento passou a ser também fonte de inquietação.
— A legislação tem um objetivo nobre de salvar vidas, mas é extremamente rigorosa. Daqui a pouco pode acontecer um caso (de prisão) envolvendo um padre. Nesse ponto, a lei é contrária ao Evangelho — avalia o presidente regional da CNBB no Rio Grande do Sul e bispo de Rio Grande, dom José Mário Stroeher.
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